Os pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Francisco, liderados pelo Dr Puterman, examinaram através de medidas das alterações ao nível dos genes, a interação entre a ocorrência de acontecimentos estressantes como, por exemplo, divórcio, perda de familiar e o possível impacto sobre o envelhecimento celular.
O estudo envolveu 263 mulheres saudáveis, de meia idade (entre 50 anos e 65 anos). Foram tabulados padrões de comportamentos de saúde no início do estudo, aos quatro meses, oito meses e 12 meses de acompanhamento, incluindo atividade física, práticas alimentares regulares e qualidade do sono (os participantes foram convidados a avaliar sua qualidade de sono em uma escala de 1 a 5, sendo um “muito ruim” e cinco sendo ‘muito bom’).
Os principais fatores de estresse relatados: perda da casa, grandes dificuldades financeiras, perda de membro da família ou amigo próximo, a perda do emprego, o desemprego continuado e procura de emprego, problemas de relacionamento, incluindo o divórcio, o cuidado prolongado com adulto ou uma criança com uma doença grave, e assédio sexual.
Foram consideradas também outras informações como fatores socioeconômicos, educação, uso de medicamentos, e índice de massa corporal (IMC).
Os resultados sugerem que eventos estressantes podem levar à aceleração do envelhecimento das células da imunidade em adultos. Pessoas com bons hábitos de vida se mostraram menos suscetíveis a estas modificações.
Os pesquisadores afirmaram: “Em nossa amostra de participantes que se alimentavam adequadamente, dormiam bem e faziam exercícios regularmente ao longo do ano, a quantidade de estresse que eles experimentaram não parecia afetar geneticamente suas células”.
Nos seres humanos, sequencias repetidas (TTAGGG) de DNA têm sido associadas a várias doenças do envelhecimento e quando encurtam a um comprimento crítico, as células normalmente entram em senescência.
Estresse psicológico crônico tem sido associado com o envelhecimento celular, medida pelo por encurtamento na sequencia do DNA, em vários estudos transversais, a pesquisa recém-publicada é o primeiro a examinar prospectivamente esta mudança do comprimento em relação ao estresse ocorrido durante um curto período.
Trinta e sete por cento das mulheres não tinham grandes eventos de vida ao longo do ano de estudo, 47% tinham um ou dois, e 16% apresentaram três ou mais. Os principais fatores de estresse durante o ano predisseram significativamente o encurtamento das cadeias genéticas avaliada, o que sugere que, para cada evento, houve uma queda significativamente maior no comprimento das cadeias de sequencia genéticas, praticamente o dobro da perda anual esperada.
Pessoas com dietas saudáveis, ativas fisicamente e com e sono adequado, se mostraram mais tolerantes as pressões da vida. Disse o Dr. Puterman : “Pelo que sabemos sobre o impacto destes comportamentos (saudáveis) em células, parece que todos os três são protetores importantes contra o envelhecimento celular”.
“Estudos considerando o tempo de vida correlacionando com fatores de início da vida e experiências da idade adulta, juntamente com padrões de comportamentos de saúde são necessários para examinar quais são as doses adequadas para reverter os danos do stress acumulado ao longo da vida”, eles escreveram.
Fonte:
Puterman, PhD, e colaboradores publicado na revista Molecular Psychiatry.
O estudo foi financiado pela Fundação de Baumann e da Fundação Barney & Barbro.
Drs. Jue Lin, Elissa Epel e Elizabeth Blackburn são cofundadores da teloma Health.