Os bloqueios podem ocorre em artérias de quaisquer órgãos, da mesma forma que acontecem no coração e no cérebro, porém, nem sempre há o desencadeamento de sintomas ou manifestações clínicas perceptíveis.
Quando a oclusão ocorre em artérias do coração ou do cérebro em geral os sintomas são bem importantes assim como as complicações decorrentes destas alterações. É sempre um fato relevante, com implicações prognósticas, embora possam variar de leves a muito graves.
As artérias percorrem cada milímetro do corpo, obstrução poderá ocorrer em qualquer lugar e por inúmeras causas. Cerca de oito milhões de americanos apresentam doença arterial periférica, estreitamento das artérias que fornecem sangue para os braços e membros inferiores, frequentemente de forma silenciosa. A obstrução, em geral, é decorrente da formação de uma placa, da mesma forma que nas coronárias e no cérebro.
Quando a obstrução é gradual, ou seja, uma placa que vai se formando ao longo de anos, o organismo tem tempo para se organizar e formar novos vasos sanguíneos para compensar a falta de circulação em determinada área, assim, quando ocorre o fechamento da artéria há menor repercussão, pois, grande parte dos tecidos já esta sendo nutrida pela chamada “circulação colateral”. Nestas circunstâncias a redução da circulação poderá passar despercebida com pouco ou nenhum sintoma.No coração e do cérebro, também há uma possibilidade de desenvolver esta circulação colateral, porém, como se trata do envolvimento de áreas muito nobres, com funções específicas, mesmo com novo vaso formados há uma chance maior de ocorrerem sintomas e sinais clínicos, como por exemplo, arrima ou pequenos infartos, como no caso de oclusão das artérias coronárias. Quando a obstrução é em artéria cerebral poderá haver algumas manifestações como perda de memória ou alterações motoras, que variam conforme a área total comprometida pela falta de circulação.
Deve ser lembrado que aterosclerose pode ocorrer em qualquer artéria, pois, é um sistema de vasos de fluxo com pressão muito elevada, o que já não ocorre nas veias. Esta pressão alta dentro das artérias compromete o revestimento interno dos vasos, criando um ambiente onde fatores como colesterol poderão contribuir para a formação de placas, com consequente obstrução. No sistema de fluxo de baixa pressão, como nas veias, não há este tipo de comprometimento, mas, quando há os transplantes de veias para assumir a função de uma artéria, como, por exemplo, na retirada da safena para substituir uma coronária comprometida, esta veia agora funcionando como artéria, submetida à pressão mais elevada, também poderá obstruir ao longo dos anos.
Qualquer artéria de qualquer órgão poderá obstruir, a repercussão dependerá da área comprometida e do tempo que a placa levou para se formar.
Fonte: http://well.blogs.nytimes.com/2015/01/05/ask-well-blockages-in-the-heart-and-brain/