Doença coronária microvascular é uma doença cardíaca que afeta preferencialmente minúsculas artérias coronárias. As paredes das pequenas artérias do coração ficam comprometidas.
Na doença cardíaca isquêmica tradicional, a chamada de doença das artéria coronárias, há um acumulo de substâncias formando uma placa nas paredes das artérias. Progressivamente, conforme vai ocorrendo redução da sua luz, há um comprometimento da circulação nas áreas por ela irrigada. Na doença microvascular coronariana, no entanto, as pequenas artérias do coração são afetadas, não há placa criando bloqueios e sim um comprometimento difuso destes vasos.
Estudos têm mostrado que as mulheres são mais propensas que os homens a ter este comprometimento da micro circulação coronariana. Muitos pesquisadores acreditam que a doença é causada por uma queda nos níveis de estrogênio durante a menopausa, combinado com fatores de risco para doença cardíaca tradicionais.
Homens e mulheres com diabetes ou pressão arterial elevada são mais suscetíveis a apresentar esta doença. Muitas vezes pode ser identificado um componente genético entre estes pacientes.
Os sintomas podem ser exatamente da doença coronariana convencional ou ter um comportamento insidioso ou mesmo atípico.
Diagnosticar doença microvascular coronariana frequentemente é mais difícil do que quando ocorre nas coronárias maiores, resultando em erros diagnósticos. É importante persistir na investigação para encontrar os melhores testes de diagnóstico e agilizar o tratamento para a doença.
Atualmente, algumas investigações estão em curso para aprender mais sobre o papel dos hormônios na doença cardíaca e de encontrar melhores formas de diagnosticar esta doença das pequenas coronárias. A maioria do conhecimento sobre este problema das coronárias é oriundo do ” the National Heart, Lung, and Blood Institute`s : WISE Study of Women and Heart Disease Yields Important Findings On Frequently Undiagnosed Coronary Syndrome (Avaliação da Síndrome isquêmica nas Mulheres frequentemente não diagnosticada).
Fonte: http://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/topics/cmd