Atualmente a obesidade atinge milhares de pessoas no mundo todo, há uma verdadeira epidemia mundial de sobrepeso. A cirurgia bariátrica esta cada vez mais acessível a população em geral, inclusive na rede pública de saúde. Os pacientes com obesidade mórbida (IMC maior que 40 kg/m²) ou aqueles com obesidade acompanhada de co-morbidades são os possíveis candidatos.
Os resultados no curto e médio prazos são animadores, porém, no longo prazo há um percentual significativo de pessoas que acabam voltando a condição de obesidade inicial. A inclusão dos exercícios físicos nos programas de redução de peso sabidamente traz melhores resultados e, é possível que nesta população específica, também possa contribuir de forma significativa.
Estudo realizado por pesquisadores do Hospital da Flórida – Sanford-Burnham Institute Research demonstrou que os pacientes que se exercitam moderadamente após a cirurgia bariátrica obtém melhorias adicionais para a saúde, no metabolismo da glicose e aptidão cardiorrespiratória, em comparação para pacientes que levam uma vida sedentária após a cirurgia. Os resultados confirmam os benefícios clínicos e fisiológicos potenciais da adição de um regime de exercícios após a cirurgia para perda de peso.

O professor da Sanford-Burnham Medical Research Institute, Bret Goodpaster disse. “Os dados apoiam a inclusão de um programa de exercícios após a cirurgia bariátrica para melhorar ainda mais a saúde dos indivíduos que optam por uma cirurgia para perder peso.”
O estudo, publicado no The Journal of Clinical Investigation, analisou dois grupos de pacientes que haviam recentemente submetidos a cirurgia bariátrica. O primeiro grupo participou de um programa de educação após a cirurgia e o segundo grupo participou do programa de educação mais um programa de exercícios.
Em comparação com o primeiro grupo, o grupo que se exercitou apresentou melhora significativa na sensibilidade à insulina e do metabolismo da glicose.
O grupo com exercícios incluídos também apresentaram melhora significativamente a aptidão cardiorrespiratória, maior capacidade do sistema circulatório e respiratório para fornecer oxigênio para os músculos durante o exercício. Aptidão cardiovascular reduz o risco de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, câncer de pulmão e acidente vascular cerebral, e é um preditor eficaz de mortalidade futura.
“O estudo mostrou que o exercício aeróbico é viável nesta população, diferentemente da percepção que os indivíduos com obesidade grave não respondem a intervenções no estilo de vida”, disse Goodpaster. “Além disso, temos identificados benefícios de saúde específicos, não relacionadas ao peso que exercem a atribuição a esses indivíduos. Estamos ansiosos para estudos adicionais para determinar a quantidade e o tipo de exercício que produz os melhores resultados fisiológicos ideal.”
Fonte:
Journal of Clinical Investigation – Sanford-Burnham Medical Research Institute