A morte súbita é a manifestação inicial mais temida do infarto agudo do miocárdio, acometendo aproximadamente 50% dos casos.
O infarto ocorre quando uma placa de gordura obstrui um vaso sanguíneo do coração interrompendo o fornecimento de sangue para uma determinada parte do músculo cardíaco. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) essa é a maior causa de mortes no mundo, com 17 milhões de vítimas por ano.
No Brasil, aumentou em 22% a prevalência das doenças cardiovasculares, nos últimos 20 anos. Sendo a a principal causa de morte entre adultos, com mais de 250.000 óbitos no Brasil conforme estatísticas bem consolidadas, referente ao ano de 2002.
A doença arterial coronariana é responsável por pelo menos 80% dos casos de morte súbita em todo mundo, sendo frequentemente a manifestação inicial do infarto do miocárdio. Levantamentos evidenciam que 50% dos óbitos ocorrem na primeira hora de evolução, podendo alcançar 80% nas 24 horas subsequentes.
As arritmias ventriculares complexas como a taquicardia ventricular e fibrilação ventricular são apontadas como as maiores responsáveis por esses óbitos. Apesar da redução da mortalidade dos pacientes que chegam ao hospital, houve pouca alteração na sua mortalidade pré-hospitalar, ou seja pessoas vão a óbito antes de receber atendimento.
Mesmo em registros internacionais de países desenvolvidos, a recuperação pré-hospitalar da morte súbita também é baixa, com uma sobrevida em um mês de 5% na população geral.
Dos fatores que contribuem para o desenvolvimento de doença coronariana podem ser enumerados:
Estresse: estudos demonstram que alterações emocionais como a raiva e a hostilidade podem estar ligadas a problemas no coração. Pessoas com essas características comportamentais têm duas vezes mais chances de sofre infarto. A liberação de hormônios, como o cortisol e adrenalina aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, provocando alterações no músculo cardíaco.
Tabagismo é o principal fator de risco de infarto nos jovens: aproximadamente 80% dos pacientes com menos de 45 anos que sofreram uma parada cardíaca fumavam. Homens fumantes com idade entre 35 e 39 anos têm a probabilidade cinco vezes maior de ter um ataque cardíaco do que os não fumantes. O cigarro tem um papel grande no surgimento e maior acúmulo das placas de gordura que se depositam nas artérias.
Sedentarismo, Diabete mélitos; história familiar; obesidade; dislipidemia e hipertensão arterial são outros fatores exaustivamente apontados com responsáveis no desenvolvimento da doença arteriosclerótica.
Atenção aos sinais de alerta: o clássico sintoma é a dor no peito a qual poderá estar acompanhada de dificuldade para respirar e náuseas. Fique atento pode ser angina. Outros sintomas como dor no estômago, formigamento na mão ou no braço, desconforto no peito por alguns minutos, podendo ser desencadeado por algum esforço, que se repete. Sensação de mal estar, agitação no coração seguida de tonturas podem ser sinais de problema eminente.
Procure atendimento e se sentir suor frio, náusea, enjoo, vômito, sensação de cansaço, fraqueza e tonturas. Importante não assumir a direção do carro, pois poderá haver um risco maior para a pessoas e para terceiros.
Este desfecho trágico que hoje observamos com tanto frequência pode mudar se houver esclarecimento da população quanto aos sintomas, sinais de risco que apontem uma situação de emergência bem como disponibilidade de atendimento médico qualificado.