Bloqueio de ramo direito completo ou parcial encontrado em exames de rotina, quais as consequências?
Procurando responder esta questão foi realizado um estudo pela Sociedade Europeia de Cardiologia, publicado em 2013 , com o seguinte título: “Bloqueio de ramo direito: prevalência, fatores de risco e os resultados na população em geral- Copenhagen City Heart Study”.
Foram incluídos no Copenhagen City Heart Study 18.441 participantes, todos sem história de doença cardíaca prévia. A prevalência de Bloqueio de ramo direito foi mais frequente nos homens, nos mais idosos e com pressão arterial sistólica elevada. Quando o bloqueio era incompleto o baixo índice de massa corporal baixo (IMC) também estava entre os fatores de risco.
Bloqueio de ramo direito foi associado com um aumento significativo todas as causas e mortalidade cardiovascular em ambos os sexos, com taxas de risco ajustadas por idade. Foi associado também com com aumento do risco de infarto do miocárdio e implante de marca-passo, fibrilação atrial e doença pulmonar obstrutiva crônica.
A presença de bloqueio incompleto não foi associado com qualquer resultado adverso.
Na conclusão do estudo: Bloqueio de ramo direito é duas a três vezes mais comuns entre homens do que mulheres e parece está associado com maior mortalidade, aumento do risco cardiovascular. Já o bloqueio incompleto não pressupõe maior risco.
Portanto, diferentemente do entendimento anterior o bloqueio de ramo direito em indivíduos assintomáticos deve alertar para o risco cardiovascular. Desta forma uma vez diagnosticada esta alteração no eletrocardiograma deve-se reforçar os cuidados na prevenção.
Fonte:
European Heart Journal(2013) 34, 138146 doi:10.1093/eurheartj/ehs291