Caminhar, correr ou dançar: toda a atividade é benéfica para diminuir o envelhecimento cerebral

As pessoas estão vivendo mais nos dias de hoje, mas, a boa notícia vem obscurecida pela expectativa de um possível aumento da incidência de declínio mental relacionado com a idade.
O número de pessoas mais velhas (>= 60 anos) a nível mundial deverá aumentar para mais do dobro, de 841 milhões de pessoas em 2013 para mais de 2 bilhões em 2050. A expectativa, até 2013, era de 44,4 milhões de pessoas no mundo com demência e, em 2030 o número estimado é de 75,6 milhões.
Infelizmente para aqueles com doença de Alzheimer, o tratamento dos sintomas não tem efeito sobre a fisiopatologia subjacente da doença. Os tratamentos convencionais para a demência estão limitados, assim, as estratégias de prevenção e de tratamento são necessárias.
O exercício tem sido desde há muito ligado a uma melhor capacidade mental em pessoas idosas, em avaliação recente, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles e em outras instituições analisaram dados produzidos pelo Estudo de Saúde Cardiovascular, iniciado em 1989, que avaliou quase 6.000 homens e mulheres mais velhas. Revisando dados de 10 anos, de cerca de 900 participantes que tinham pelo menos 65 ao entrar no estudo, os pesquisadores buscaram identificar quantos apresentaram alterações cognitivas e em seguida, eles estimaram o número de calorias queimadas através de exercício a cada semana, com base em questionários dos participantes.
Os exames mostraram que o quartil superior de indivíduos ativos provou ter mais matéria cinzenta, em comparação com os seus pares, nas partes do cérebro relacionadas com a memória e pensamento de nível superior sugerindo maior saúde do cérebro. Da mesma forma, aqueles cuja atividade física era mais intensa durante um período de cinco anos apresentaram aumentos notáveis no volume de substância cinzenta nessas mesmas partes de seus cérebros. E, estas pessoas tinham 50 por cento menos risco de, em cinco anos desenvolver o declínio da memória ou a doença de Alzheimer.
“Para efeitos da saúde do cérebro, parece que é uma ideia muito boa ficar tão fisicamente ativo quanto possível”, diz Cruz Reage, médico radiologista da U.C.L.A., que conduziu o estudo. Ele ressalta que “atividade física” é um termo elástico neste estudo, pois, inclui caminhar, correr e andar de bicicleta e esforços moderados, como jardinagem, dança de salão e outras atividades recreativas que levem a queima de calorias.
A quantidade ideal e o tipo de atividade para os efeitos benéficos na memória são desconhecidos, diz ele, ainda assim, o caminho é a atividade física para mudar rumo do envelhecimento. “Se quisermos viver um longo tempo e manter as nossas memórias, devemos manter os movimentos”, diz Dr. Raji.
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